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... Secretariado da Secção de Rio de Mouro - Sintra

18 Março 2009

 

“No passado dia 5 de Março o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Mouro participou no programa “Aqui e Agora”, da SIC, numa emissão dedicada ao tema “ A crise e o crime”.

 

Nos breves minutos em que lhe foi dada a palavra, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia traçou um quadro negro da situação na nossa freguesia, em termos de criminalidade, num manifesto excesso verbal, como aliás já em tempos acontecera ao culpar os imigrantes pela criminalidade e prostituição na freguesia, sem contudo citar um único número em que baseasse, em termos quantitativos, o panorama referido, quer isoladamente, quer em comparação com outras zonas do País.

 

É verdade que as sociedades urbanas, hoje em dia, têm problemas de criminalidade que não existiam há alguns anos atrás e que urge ter em consideração, mas não é empolando situações pontuais ou deitando achas para a fogueira da “sensação de insegurança”, com toda a subjectividade daí decorrente, que se contribui para uma melhoria efectiva da situação ou tranquilidade das populações. Por outro lado o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Mouro não teve a mínima palavra para enquadrar ou relativizar esta questão da criminalidade, que não é exclusiva de Rio de Mouro, obviamente, nem sequer constituirá uma preocupação central dos seus habitantes.

 

Relembramos, a propósito, que a passagem da Guarda Nacional Republicana (GNR) para a Polícia de Segurança Pública (PSP) em Rio de Mouro foi saudada pelo actual Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Fernando Seara, há cerca de um ano, quando da inauguração do novo posto desta força de segurança. Na altura este autarca elogiou, inclusive, a disponibilidade permanente do Ministro da Administração Interna para com Sintra e os seus problemas.

 

Relembramos, igualmente, que o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, na mesma altura, e referindo-se a um caso de duplo homicídio registado junto da estação da CP, afirmou à Comunicação Social tratar-se de “um caso isolado” que provocou um “alarmismo desnecessário”. Acrescentou ainda que um dos problemas de Rio de Mouro se prendia com a “falta de estruturas como escolas para que as crianças supostamente em risco tenham ocupação e sejam integradas”.

 

Neste sentido, e face às declarações do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Mouro à SIC, o Secretariado da Secção do Partido Socialista de Rio de Mouro não pode deixar de:

 

- lamentar o conteúdo e a forma da intervenção do Sr. Presidente da Junta de Freguesia, pois representa a antítese do que é expectável que seja a actuação dum autarca responsável, especialmente pela ausência de relativização de um problema que não é exclusivo de Rio de Mouro (antes pelo contrário!) e pela má imagem que passou, para todo o País, da Freguesia que é suposto representar. Não dando ênfase à total ausência de bairros problemáticos na freguesia de Rio de Mouro, contribui assim objectivamente, para a desvalorização do património de quem habita na freguesia (quem quer comprar casa ou viver num sítio que o próprio Presidente da Junta de Freguesia associa à “criminalidade” e ao “grande sentimento de insegurança”?) e para uma diminuição da auto-estima de cada freguês;

 

- relembrar o investimento praticamente nulo que a Câmara Municipal de Sintra tem feito, nos últimos 7 anos, em Rio de Mouro, no que diz respeito a escolas básicas, parques urbanos, centros de convívio para jovens e 3ª idade, jardins, espaços para prática desportiva, etc…, tudo equipamentos que, tal como dizia o Sr. Presidente da Junta de Freguesia há um ano, também contribuem para ocupar e integrar alguns jovens em situação de risco e, dessa forma, evitar comportamentos desviantes e/ou criminais. Quando o Sr. Presidente da Junta de Freguesia afirma na SIC que as ruas ficam desertas em Rio de Mouro a partir das 7 da tarde, (hora em que uma grande parte dos riomourenses que trabalham fora da freguesia ainda não regressou a casa!), associando tal situação ao “medo” da população, está a esquecer-se das muitas centenas de fregueses que, na altura das Festas da Vila, em Julho, circulam à noite nas ruas de Rio de Mouro e assistem aos vários eventos colocados à sua disposição – o problema é que durante os outros 11 meses do ano não há praticamente nada que leve os riomourenses a sair de suas casas, a participar, a envolver-se comunitariamente e, nesse âmbito, quer a Junta de Freguesia de Rio de Mouro, quer a Câmara Municipal de Sintra, têm claras responsabilidades, pela inacção ou esquecimento na matéria!

 

- apelar aos habitantes da Freguesia para que não se deixem manipular ou intimidar com declarações “alarmistas”, venham elas de onde vierem.

 

O Secretariado do Partido Socialista de Rio de Mouro continuará a defender, acima de tudo, os interesses e a imagem da Freguesia. Em vez de baixar os braços e de se resignar a lamentos na televisão, procurará exigir à Câmara Municipal de Sintra a obra que Rio de Mouro necessita para que a segurança não seja apenas uma questão de polícia e trabalhará em conjunto com os diversos responsáveis pelas forças de segurança para tranquilizar (ao invés de alarmar) a população da nossa terra.

 

publicado por psriodemouro às 18:21
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